
Para todos os meninos que não têm quem lhes conte uma história antes de adormecer,
eu dedico esta pequena história.
“Era uma vez um menino e um dato (rato)…”
Era uma vez uma menina. Era muito pequenina e chamava-se Marta.
A Marta adorava ouvir lindas histórias com ursinhos, fadas, princesas e príncipes. Tudo em seu redor exaltava magia, a magia dos contos encantados.
Certo dia, Marta decidiu criar uma história. Na sua cabecinha fervilhavam ideias maravilhosas. Havia um menino, que ficou sem nome e havia um rato, que era amigo do menino e que também ficou sem nome.
- Óh Ricado (Ricardo), vou-te contar uma histórinha. Era uma vez um menino e um dato…
No mesmo instante que pronunciei o “dato”, minha mãe soltou uma boa gargalhada e o meu irmão não lhe ficou atrás.
A Marta adorava ouvir lindas histórias com ursinhos, fadas, princesas e príncipes. Tudo em seu redor exaltava magia, a magia dos contos encantados.
Certo dia, Marta decidiu criar uma história. Na sua cabecinha fervilhavam ideias maravilhosas. Havia um menino, que ficou sem nome e havia um rato, que era amigo do menino e que também ficou sem nome.
- Óh Ricado (Ricardo), vou-te contar uma histórinha. Era uma vez um menino e um dato…
No mesmo instante que pronunciei o “dato”, minha mãe soltou uma boa gargalhada e o meu irmão não lhe ficou atrás.
Até ao dia de ontem, nunca havia conseguido terminar a história.
E a história começa assim:
Era uma vez um menino e um rato. Este menino chamava-se Ricardo e vivia com o seu avô numa aldeia onde não havia mais meninos. O seu avô ocupava os dias a cortar árvores no bosque, era o lenhador da aldeia. E sempre que partia para o bosque recomendava-lhe:
- Não saias de casa enquanto eu estiver no bosque. Tens aqui comida, água e o teu lápis de papel. Eu regresso antes de escurecer. Depois pegava no cesto da comida e no machado e partia.
Este menino brincava sozinho. Tinha um caderno cheio de desenhos e todos os dias, depois do avô sair, pegava-lhe com muito cuidado e começava a falar com eles.
Certo dia, enquanto estava a comer passou um ratinho pelos seus pés. Mas foi tão rápido, tão rápido que o menino julgou tê-lo imaginado. Decidiu então desenhá-lo. Primeiro fez-lhe as orelhas, depois o focinho, depois o corpo e o rabo e por último fez-lhe uns enormes bigodes. Ficou um rato muito engraçado!
No dia seguinte, depois do avô partir para o bosque, o menino voltou a pegar no seu caderno, mas desta vez não desenhou. Ficou a olhar o ratinho que tinha feito no dia anterior e desejou:
- Quem me dera que fosses um ratinho de verdade...
Depois de dizer isto, o ratinho que era um desenho, apagou-se da folha e saltou para as mãos do menino.
- Não pode ser verdade! - exclamou o menino. És um ratinho de verdade?
- Sim. Tu foste o meu criador. - respondeu o rato.
- Mas tu falas? És um rato de verdade e também falas?- perguntou o menino.
- Falo sim! Falo, corro, salto, brinco... Eu faço tudo o que tu fazes. Tu criaste-me, através do teu desenho. Agora estou aqui e vou fazer-te companhia. Sempre que abrires o teu caderno dos desenhos, saltarei para junto de ti para podermos brincar. Mas, quando o céu começar a ficar escuro tens de fechar o teu caderno para eu ficar bem guardado, está bem?
E assim foi. Mal o avô saía para trabalhar, o menino pegava no seu caderno e abria-o com um sorriso nos lábios, pois sabia que o seu amigo rato estava ali e iriam brincar durante toda a tarde.
Tornaram-se assim grandes amigos! Todos os dias brincavam, jogavam à macaca, ao pião, à bola, às escondidas, cantavam, faziam desenhos. Era sempre uma animação, até que um dia o menino se esqueceu das horas e o céu já estava muito escuro.
- Ricardo, onde estás?- perguntou o avô. – Trouxe nozes para ti.
- Estou aqui, avô, no meu quarto.- respondeu o menino.
E, ao olhar a folha dos desenhos vazia, lembrou-se das palavras do seu amigo rato « Mas, quando o céu começar a ficar escuro tens de fechar o teu caderno para eu ficar bem guardado, está bem?»
- E agora? O que é que eu faço? – pensou o menino.
Procurou o ratinho por todo o lado, mas nem sinal dele.
Durante a noite sonhou com o seu amiguinho. Sonhou que ele tinha voltado para o seu caderno dos desenhos e que tinham brincado muito. Mas, quando acordou viu que nada do que tinha sonhado era verdade. O caderno continuava com a folha limpa e o seu amigo rato continuava desaparecido. Deixou o avô sair para o trabalho e procurou-o por toda a parte. Não estava em lugar algum!
- Será que ele foi lá para fora? – pensou o menino. O meu avô não quer que eu vá brincar lá para fora, mas eu não vou brincar. Vou só procurar o meu amigo e não vou demorar muito.
Percorreu o quintal. O jardim e entrou no bosque.
- Ratinho, ratinho, onde estás tu. Aparece, por favor. Vem brincar comigo! - Pedia ele, mas não se apercebeu que se tinha afastado muito de casa e já estava perdido no meio do bosque.
- Oh não! Estou perdido e não tardará muito a escurecer.
O menino estava muito triste porque estava sozinho, sem o seu amigo rato, sem o seu avô, sem comida e sem conhecer o caminho de volta a casa. Começou a chorar, quando de repente, alguém lhe pisou o pé. Era o seu amigo rato!
- Não chores mais. – disse o pequeno rato. Eu vou levar-te para casa, mas tens de prometer que nunca mais sais de casa sem o teu avô e que vais sempre fechar o caderno dos desenhos antes de escurecer!
- Sim ,eu prometo ratinho! – prometeu o menino.
Quando chegaram a casa, o menino devolveu o rato ao caderno e fechou-o para que no dia seguinte pudesse abri-lo e brincar novamente com o rato, o seu melhor amigo!
E a história termina assim:
Era uma vez um menino e um rato.
Por Marta Salomé Lopes
E a história começa assim:
Era uma vez um menino e um rato. Este menino chamava-se Ricardo e vivia com o seu avô numa aldeia onde não havia mais meninos. O seu avô ocupava os dias a cortar árvores no bosque, era o lenhador da aldeia. E sempre que partia para o bosque recomendava-lhe:
- Não saias de casa enquanto eu estiver no bosque. Tens aqui comida, água e o teu lápis de papel. Eu regresso antes de escurecer. Depois pegava no cesto da comida e no machado e partia.
Este menino brincava sozinho. Tinha um caderno cheio de desenhos e todos os dias, depois do avô sair, pegava-lhe com muito cuidado e começava a falar com eles.
Certo dia, enquanto estava a comer passou um ratinho pelos seus pés. Mas foi tão rápido, tão rápido que o menino julgou tê-lo imaginado. Decidiu então desenhá-lo. Primeiro fez-lhe as orelhas, depois o focinho, depois o corpo e o rabo e por último fez-lhe uns enormes bigodes. Ficou um rato muito engraçado!
No dia seguinte, depois do avô partir para o bosque, o menino voltou a pegar no seu caderno, mas desta vez não desenhou. Ficou a olhar o ratinho que tinha feito no dia anterior e desejou:
- Quem me dera que fosses um ratinho de verdade...
Depois de dizer isto, o ratinho que era um desenho, apagou-se da folha e saltou para as mãos do menino.
- Não pode ser verdade! - exclamou o menino. És um ratinho de verdade?
- Sim. Tu foste o meu criador. - respondeu o rato.
- Mas tu falas? És um rato de verdade e também falas?- perguntou o menino.
- Falo sim! Falo, corro, salto, brinco... Eu faço tudo o que tu fazes. Tu criaste-me, através do teu desenho. Agora estou aqui e vou fazer-te companhia. Sempre que abrires o teu caderno dos desenhos, saltarei para junto de ti para podermos brincar. Mas, quando o céu começar a ficar escuro tens de fechar o teu caderno para eu ficar bem guardado, está bem?
E assim foi. Mal o avô saía para trabalhar, o menino pegava no seu caderno e abria-o com um sorriso nos lábios, pois sabia que o seu amigo rato estava ali e iriam brincar durante toda a tarde.
Tornaram-se assim grandes amigos! Todos os dias brincavam, jogavam à macaca, ao pião, à bola, às escondidas, cantavam, faziam desenhos. Era sempre uma animação, até que um dia o menino se esqueceu das horas e o céu já estava muito escuro.
- Ricardo, onde estás?- perguntou o avô. – Trouxe nozes para ti.
- Estou aqui, avô, no meu quarto.- respondeu o menino.
E, ao olhar a folha dos desenhos vazia, lembrou-se das palavras do seu amigo rato « Mas, quando o céu começar a ficar escuro tens de fechar o teu caderno para eu ficar bem guardado, está bem?»
- E agora? O que é que eu faço? – pensou o menino.
Procurou o ratinho por todo o lado, mas nem sinal dele.
Durante a noite sonhou com o seu amiguinho. Sonhou que ele tinha voltado para o seu caderno dos desenhos e que tinham brincado muito. Mas, quando acordou viu que nada do que tinha sonhado era verdade. O caderno continuava com a folha limpa e o seu amigo rato continuava desaparecido. Deixou o avô sair para o trabalho e procurou-o por toda a parte. Não estava em lugar algum!
- Será que ele foi lá para fora? – pensou o menino. O meu avô não quer que eu vá brincar lá para fora, mas eu não vou brincar. Vou só procurar o meu amigo e não vou demorar muito.
Percorreu o quintal. O jardim e entrou no bosque.
- Ratinho, ratinho, onde estás tu. Aparece, por favor. Vem brincar comigo! - Pedia ele, mas não se apercebeu que se tinha afastado muito de casa e já estava perdido no meio do bosque.
- Oh não! Estou perdido e não tardará muito a escurecer.
O menino estava muito triste porque estava sozinho, sem o seu amigo rato, sem o seu avô, sem comida e sem conhecer o caminho de volta a casa. Começou a chorar, quando de repente, alguém lhe pisou o pé. Era o seu amigo rato!
- Não chores mais. – disse o pequeno rato. Eu vou levar-te para casa, mas tens de prometer que nunca mais sais de casa sem o teu avô e que vais sempre fechar o caderno dos desenhos antes de escurecer!
- Sim ,eu prometo ratinho! – prometeu o menino.
Quando chegaram a casa, o menino devolveu o rato ao caderno e fechou-o para que no dia seguinte pudesse abri-lo e brincar novamente com o rato, o seu melhor amigo!
E a história termina assim:
Era uma vez um menino e um rato.
Por Marta Salomé Lopes
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