
Persigo há muito a senda dos espelhos.
A intrigante e abismal distânciaonde tudo descansa. Reinos virtuais
de nevoeiros e acordes improváveis.
Os espelhos não dormem.São atentos
ao nascimento e à morte de imortais.
Intacta guardam a memória dos que
na sua transparência se colaram.
Quem dera ao entardecer os penetrasse
o frio diamante do meu peito
e os incontáveis braços das ausências,
comovidos, rendidos, me pegassem.
por Licínia Quitério
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